About

Miguel Moreira e Silva was born in 1967 in Alenquer. He lives and develops his artistic work in Bragança, Portugal. Graduated in Animation and Artistic Production, he has been working as an artist since 1992 and he is a resident artist at History and Art gallery and Iberian Mask and Costume Museum in the same city, since 2007.

From an early age, he has been using both painting and sculpture to express himself, exploring along the way a great diversity of materials and techniques, such as engraving, printing and, more recently, assemblage. In his canvases, a sharp chromatic contrast is used to depict the human figure that reflects different typologies of totalitarian propaganda and invokes a religiosity in a sort of Mannerist style, which is sometimes decontextualized, deconstructed and aesthetically recreated.

The assemblage is a recurring technique in Miguel Silva ‘s artistic practice that allows him to explore the eclecticism, contradiction, and conflict of the elements that he incorporates into it, in an attitude free of categorizations. His works comprise personal narratives, memories, visual journals where the plasticity of objects and the symbolic load of the forms show the lexical value of the artwork.

The traditional Iberian masks intersected his artistic journey in the early 90s, deriving from a fantastic imagery, which is explicitly manifested throughout his work. Miguel Silva ‘s reinterpretation of the culture of Tras-os-Montes and ancient pagan rituals make his masks unique, merging various influences from the Maori aesthetic to the Japanese Hannya.

 

 

 

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Miguel Moreira e Silva nasceu em 1967 em Alenquer, vive e desenvolve o seu trabalho em Bragança. Licenciado em Animação e Produção Artística dedica-se à atividade artística desde 1992 e a partir de 2007, expõe de forma permanente, na galeria História e Arte e no Museu Ibérico da Máscara e do Traje, na mesma cidade.

Desde cedo se movimentou entre a pintura e a escultura, explorando, ao longo do seu percurso, uma grande diversidade de materiais e técnicas, como a gravura e, mais recentemente, a assemblage. Nas telas, o contraste cromático domina a representação da figura humana que tanto reflete distintas tipologias de propaganda totalitarista, como invoca um religiosismo de pendor quase maneirista, que ora existe enquanto tal, ora é descontextualizado, desconstruído e recriado esteticamente.

A assemblage constitui uma técnica recorrente na prática artística de Miguel Silva que lhe permite explorar o ecletismo, a contradição e o conflito dos elementos que a incorporam traduzindo uma atitude livre de categorizações – espaço predileto de criação do artista. Aqui, as suas obras constituem-se como narrativas pessoais, memórias, diários visuais onde a plasticidade dos objetos e a carga simbólica das formas evidenciam o valor lexical do registo escolhido.

As máscaras intersectaram o seu percurso artístico já na década de 90, derivando de um imaginário fantástico, que é explicitamente manifesto em toda a sua obra. É com a sua reinterpretação da cultura transmontana e rituais pagãos ancestrais que as suas máscaras mais se singularizam, fundindo influências várias desde a estética maori, à japonesa Hannya. A esta abordagem renovadora não é alheio o trabalho de recriação de algumas máscaras tradicionais efectuado a pedido do Museu Ibérico da Máscara e do Traje, em Bragança, no qual se encontram expostas.